01/05/2026
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Brazil details automatic tax collection in tax reform

O Ministério da Fazenda detalhou nesta quinta-feira (30) o novo sistema de cobrança de impostos da reforma tributária. O modelo, chamado de pagamento dividido, fará o recolhimento automático dos tributos no momento do pagamento das compras. Uma parte do valor pago pelo consumidor será enviada diretamente aos cofres públicos.

Na prática, o sistema separa o imposto no instante em que o pagamento é processado. Em uma compra de R$ 100, por exemplo, se R$ 20 forem tributos, o consumidor paga o valor total, mas apenas R$ 80 seguem para a empresa, enquanto R$ 20 vão direto ao governo.

A implementação começa com meios de pagamento mais simples e rastreáveis, como Pix, boleto bancário e transferências eletrônicas. Cartões de crédito, débito e vouchers ficam para etapas futuras.

O modelo prevê duas formas de cálculo. No padrão, o sistema usa dados da nota fiscal para definir o valor exato do tributo. No simplificado, aplica um percentual estimado sobre o total da compra, usado quando não há informações completas no momento da transação.

Se houver cobrança maior que o devido, o valor será devolvido ao vendedor em até três dias úteis. Se o recolhimento for menor, a empresa continua responsável por pagar a diferença.

Nas compras parceladas, o imposto será recolhido de forma proporcional a cada parcela. A regra também vale quando a empresa antecipa recebíveis junto a instituições financeiras.

A reforma tributária substituirá quatro tributos atuais por dois: CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de âmbito federal, e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), gerido por estados e municípios. Os dois terão regras unificadas.

O governo prevê expansão gradual do sistema para todos os meios de pagamento e tipos de operação. A expectativa é que o modelo se torne obrigatório no futuro, inclusive para vendas ao consumidor final.

Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo é reduzir a sonegação, simplificar o pagamento de impostos, aumentar a transparência e integrar dados entre União, estados e municípios. O cronograma prevê 2026 como período de adaptação. A aplicação efetiva começa em 2027, com entrada plena da CBS e do IBS no modelo tributário.

Sobre o autor: Redação Central

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