22/06/2026
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Brazil lawyer sues OAB and federal police over fintech coercion

Brazil lawyer sues OAB and federal police over fintech coercion

A advogada Tayla Campos Weschenfelder, que move ações contra o Grupo ICA, acionou a OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil) em Dourados e a Polícia Federal. Ela denuncia ataques diretos, difamações e intimidações promovidas por representantes da empresa.

A profissional protocolou um pedido urgente de providências junto à Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas. “A tentativa de criminalizar o exercício regular da advocacia e coagir uma profissional por meio de terror psicológico é a prova máxima do desespero de quem foi desmascarado documentalmente”, afirma Tayla.

Segundo ela, não se trata de um mero descumprimento de contrato, mas de um esquema de dilapidação patrimonial. A advogada diz que a advocacia não vai se acovardar diante de ameaças.

Conforme o relato levado à OAB, o nível de hostilidade forçou a advogada a alterar sua rotina e rotas de deslocamento em Dourados. Ela teme por sua integridade física. Prepostos do grupo também passaram a assediar os clientes da advogada, acusando-a de “inflamar” a situação e ameaçando que ela “será acionada na hora certa”.

A presidente da subseção da OAB em Dourados, Edna Borelli, afirma que o caso será analisado. “A gente precisa olhar para o advogado, para que ele possa exercer a sua função sem nenhuma violação de prerrogativa, sem nenhuma intimidação. Isso é inadmissível e nós não toleramos de forma alguma”, disse.

A Justiça de Dourados recebeu 11 ações contra o Grupo ICA cobrando R$ 5 milhões em investimentos perdidos. Os denunciantes são empresários, profissionais liberais e uma servidora pública que investiram no grupo. As promessas eram de retorno de até 2,5%, mas os rendimentos deixaram de ser creditados desde março deste ano.

Os processos têm valores individuais que vão de R$ 54 mil a R$ 1.128.450,00. A operação passou a apresentar sinais de colapso financeiro. A justificativa inicial do grupo, de uma suposta “auditoria e limitação” do Banco Central, caiu por terra após diligências da advogada.

Questionado sobre a interrupção dos pagamentos, o grupo justificou que passa por um processo de reorganização societária e regulatória. O Campo Grande News aguarda resposta sobre a denúncia da advogada.

Sobre o autor: Redação Central

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