09/06/2026
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Brazil says no severe reactions as nearly half of dengue vaccines given

Brazil says no severe reactions as nearly half of dengue vaccines given

Mato Grosso do Sul não registrou casos graves relacionados à vacina Butantan-DV contra a dengue. O Ministério da Saúde anunciou na segunda-feira (8) a suspensão temporária do imunizante após a identificação de 42 episódios de reações adversas graves registrados pelo sistema nacional de vigilância pós-vacinação.

Ainda não há conclusão sobre a correlação dos episódios com a vacina, mas a suspensão ocorreu como forma de prevenção.

Desde o início da estratégia de vacinação, em fevereiro deste ano, o Estado recebeu 15.200 doses do imunizante e registrou a aplicação de 7.333 doses (48,2%). Com isso, sobraram 7.867 doses, que estão temporariamente suspensas.

Somente a Rede de Frio Estadual possui atualmente 408 doses do imunizante em estoque, armazenadas e monitoradas de acordo com as normas de conservação e segurança vigentes.

A SES (Secretaria Estadual de Saúde) informou que foram registradas 137 notificações de Esavi (Evento Supostamente Atribuível à Vacinação ou Imunização) no sistema e-SUS Notifica. No entanto, todas as ocorrências não foram classificadas como graves, e tiveram sinais e sintomas já descritos em bula e compatíveis com os eventos esperados após a imunização.

“A Secretaria reforça que o monitoramento dos eventos adversos é uma prática rotineira dos programas de imunização e integra as ações permanentes de vigilância para garantir a segurança e a qualidade das vacinas ofertadas à população”, disse em nota.

Os municípios de Mato Grosso do Sul foram orientados a realizar imediatamente a separação das doses disponíveis do imunizante, mantendo-as armazenadas em condições adequadas até novas orientações do Ministério da Saúde.

Também deverão interromper a aplicação da vacina, reforçar a vigilância de eventos adversos pós-vacinação e intensificar o monitoramento das pessoas imunizadas recentemente.

A SES deixa claro que a suspensão temporária “não invalida a eficácia da vacina nem altera as evidências de proteção observadas até o momento. As pessoas que já receberam o imunizante permanecem protegidas e seguem sendo acompanhadas pelos serviços de vigilância em saúde”, disse em nota.

Quem foi vacinado deve observar o estado de saúde nos 21 dias seguintes à aplicação. Em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente.

As equipes de saúde também terão que reforçar a vigilância de pacientes vacinados que apresentem sintomas compatíveis com dengue, principalmente aqueles com sinais de alarme e gravidade.

A medida ocorreu a partir de um consenso entre o Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a partir do registro de 42 casos com sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Deste total, três foram classificados como graves, incluindo dois óbitos.

A identificação desses episódios foi feita pela farmacovigilância, monitoramento adotado quando um insumo passa a ser usado no SUS (Sistema Único de Saúde).

Os registros correspondem a 0,008% de um total de 500 mil doses aplicadas até 30 de maio.

Sobre o autor: Redação Central

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