01/05/2026
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Brazil state’s land conflicts fewer but more violent, study says

A região de Dourados segue como o principal ponto de conflitos entre indígenas e produtores rurais em Mato Grosso do Sul, mesmo com a redução no número de ocorrências no estado. Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), obtidos pelo Campo Grande News, mostram que os registros caíram de 99, em 2024, para 44 em 2025, concentrados principalmente na região sul do estado.

Para o representante da CPT em Mato Grosso do Sul, Roberto Carlos de Oliveira, a violência segue elevada. “Houve redução no número de conflitos, mas a violência aumentou. Cresceram os assassinatos e o número de famílias atingidas”, afirmou.

No estado, os episódios envolveram 7.151 famílias, a maioria do povo Guarani-Kaiowá. Os registros incluem casos de sequestro, agressões, estupro, tentativas de assassinato e cárcere privado, sempre ligados a disputas por terra.

Em Dourados, quatro episódios de violência foram registrados em 2025. O caso mais crítico ocorreu na Reserva Indígena de Dourados, onde 3.755 famílias foram diretamente atingidas. A reserva abriga cerca de 13,5 mil habitantes, segundo o Censo de 2022 do IBGE.

A região de Miranda ficou em segundo lugar em número de famílias envolvidas, com 1.230, principalmente nas terras indígenas Cachoeirinha, que somam 36 mil hectares reconhecidos como de ocupação tradicional.

No Brasil, o número de assassinatos no campo dobrou, passando de 13 vítimas em 2024 para 26 em 2025. Em Mato Grosso do Sul, o indígena Vicente Fernandes Vilhalva Kaiowá, de 36 anos, foi morto em novembro em um conflito armado com um segurança de fazenda em Iguatemi.

Oliveira critica os governos estadual e federal por omissão. Segundo ele, a maioria dos conflitos ocorre em terras em processo de demarcação ainda ocupadas por fazendeiros. A demora na conclusão do processo de “desintrusão” mantém as tensões.

Trabalho escravo no Pantanal

Em 2025, Mato Grosso do Sul registrou cinco casos de trabalho análogo à escravidão, com 95 pessoas resgatadas. Quatro desses casos ocorreram no Pantanal. Segundo a CPT, mais de 80% das ocorrências estavam ligadas à pecuária.

Apesar da diversificação da economia rural, com o cultivo de soja e eucalipto, a criação de gado ainda concentra a maior parte dos casos de exploração extrema do trabalho no estado.

Sobre o autor: Redação Central

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