11/07/2026
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Julián Quiñones: de borracho a héroe mundialista

Há apenas alguns anos, Julián Quiñones chamava a atenção principalmente fora dos campos de futebol. Hoje, aos 29 anos, ele se tornou o rosto do México na Copa do Mundo que o país sedia e pode ser considerado o grande vencedor do torneio até agora.

Os números falam por si: na vitória por 2 a 0 sobre a África do Sul no jogo de abertura, Quiñones marcou o primeiro gol deste Mundial. No último jogo da fase de grupos, contra a República Tcheca, ele apareceu novamente e voltou a balançar as redes.

O ponto alto da sua atuação até o momento, no entanto, foi nas oitavas de final contra o Equador. O ponta-esquerda contribuiu com um gol e uma assistência na vitória por 2 a 0 e foi o melhor jogador em campo. Com quatro participações em gols em quatro partidas, nenhum outro jogador representa tanto o bom momento do México quanto ele.

A carreira do colombiano de nascimento esteve longe de ser linear. Por muito tempo, Quiñones foi visto como um grande talento que atrapalhava a si mesmo. O ponto mais baixo foi em 2017, durante seu empréstimo ao clube mexicano Lobos BUAP. Após uma noite de festa, ele se envolveu em uma briga com seu companheiro de equipe William Palacios. A briga escalou a tal ponto que Quiñones foi parar no hospital com ferimentos de faca.

Nos anos seguintes, o atacante continuou a aparecer nas manchetes por motivos negativos. Durante sua passagem pelo Tigres UANL, ele chamava a atenção por suas noites de festa excessivas e foi afastado do elenco várias vezes pelo técnico. Torcedores rivais zombavam dele publicamente, chamando-o de “o bêbado”.

A virada veio apenas nos últimos anos. O casamento e o nascimento de uma filha aparentemente lhe deram a estabilidade necessária. Além disso, Quiñones obteve a cidadania mexicana em 2023. Desde então, se tornou o jogador ofensivo mais importante do país. Desde 2024, ele joga no clube saudita Al Qadsiah.

Quiñones agora escreve seu conto de fadas pessoal no maior palco do futebol. O México sonha em chegar às quartas de final pela primeira vez em 40 anos, em grande parte graças a ele. Para isso, será necessária outra atuação brilhante no próximo jogo das oitavas de final contra a Inglaterra, favorita ao título.

Sobre o autor: Redação Central

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