A primeira Corrida da Polícia Penal Federal, realizada na noite deste sábado (6), no Parque dos Poderes, em Campo Grande, superou a expectativa da organização e reuniu 530 participantes. Enquanto alguns corredores planejavam assistir ao jogo da seleção brasileira depois da prova, outros buscavam pódio ou apenas mais uma oportunidade para manter a rotina de exercícios.
Pouco antes da largada dos cinco quilômetros, marcada para as 18h, a professora Ana Cristina Medeiros, de 56 anos, contou que participa de corridas de rua desde os 30 anos. Formada em educação física, ela mudou de área profissional, mas manteve o hábito de correr. “A gente quer envelhecer bem, né? Então tem que cuidar agora”, afirmou. Há duas semanas, ela conquistou o quarto lugar na categoria em outra competição. Desta vez, a meta era mais ambiciosa. “Agora eu quero ver se eu pego um pódio”, disse.
Na largada dos 10 quilômetros, a servidora pública Raquel Urenha, de 45 anos, admitia o nervosismo. “Muito ansiosa. Fica aquele frio na barriga na hora que dá a largada”, comentou. Ela contou que começou a correr para emagrecer, mas acabou transformando a atividade em parte da rotina. “Eu comecei a correr para emagrecer e virou paixão. Não largo mais a corrida”, resumiu.
A corrida também atraiu participantes interessados no ambiente ligado às forças de segurança. A servidora pública Ana Beatriz Barbosa, de 28 anos, e o marido, Rogério da Silva, de 43, treinam há cerca de um ano e meio e se inscreveram motivados pela temática do evento. “A gente se inscreveu justamente por gostar da área militar e almejar outros concursos”, explicou Ana Beatriz. Para ela, a competição serviu também como preparação física.
Por ser uma prova noturna, o casal precisou adaptar horários de treino e alimentação. “Tudo a gente cuidou, verificou o horário de treinamento e passou a fazer no fim da tarde para adequar a rotina”, relatou. Rogério destacou a experiência inédita de correr à noite. “A gente está muito animado porque é a primeira vez que estamos correndo nesse horário”, afirmou. Questionado se descansaria depois da prova, ele respondeu em tom descontraído. “Nosso descanso está sendo aqui.”
A grande procura surpreendeu a organização. Segundo o responsável pelo evento, Rudnei Souza Alves, as inscrições ultrapassaram o limite previsto. “A prova tinha um limite de inscritos, eram para 500 pessoas. Aí explodiu, deu 530”, afirmou. A corrida surgiu da parceria entre a organização e integrantes da Polícia Penal Federal que já participavam de provas de rua. A iniciativa ganhou força neste ano, quando a corporação completa 20 anos de atuação.
Diretor da Polícia Penal Federal em Mato Grosso do Sul, Bruno Lobo explicou que a prova abre um circuito nacional de corridas criado para marcar a data. “Nós vislumbramos eventos para fomentar a qualidade de vida e a saúde do servidor, agregando a participação da sociedade”, disse. Campo Grande recebeu a primeira etapa, chamada Pantanal. Neste domingo (7), a programação segue em Cascavel (PR), com a etapa Mata Atlântica. Outras corridas ocorrerão em Brasília (DF), Porto Velho (RO) e Mossoró (RN).
Apesar de a competição estrear neste ano, a intenção é mantê-la no calendário. “A ideia é que essas cinco etapas aconteçam distribuídas durante o ano inteiro e que isso não acabe mais. É um projeto que deve se tornar perene”, afirmou Bruno.
