20/06/2026
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Brazil sees 4th lowest rate of idle youth not in school or work

Brazil sees 4th lowest rate of idle youth not in school or work

Mato Grosso do Sul registrou em 2025 a quarta menor proporção do país de pessoas de 15 a 29 anos que não estudavam, não trabalhavam e não estavam em processos de qualificação. O índice foi de 13,5%, segundo dados do IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O resultado indica melhora em relação ao ano anterior, quando o percentual era de 14,8%. A tendência de queda vem desde 2019, quando o estado marcava 18,8%, mostrando uma redução gradual de jovens nessa condição.

Mesmo com avanço, o cenário ainda varia bastante entre os estados. O Acre aparece com a pior situação, com 29% dos jovens nessa condição, seguido por Alagoas, com 28,1%. Na outra ponta, os menores índices foram registrados em Santa Catarina, com 9,6%, e no Distrito Federal, com 12,4%. Mato Grosso do Sul aparece logo em seguida entre os melhores resultados.

A diferença entre homens e mulheres é significativa. Entre os homens de 15 a 29 anos, 9,1% não estudavam nem trabalhavam. Já entre as mulheres, o percentual mais que dobra e chega a 18,2%.

O recorte por cor ou raça também mostra desigualdade. Entre pessoas brancas, 15,6% estavam nessa condição. Entre pretos ou pardos, o índice foi de 13,5%.

Outro dado do levantamento mostra o nível de sobreposição entre estudo e trabalho. Em 2025, Mato Grosso do Sul tinha cerca de 275 mil estudantes com 15 anos ou mais. Desses, 40,7% também estavam ocupados no mercado de trabalho.

O estado ocupa a décima posição entre as unidades da federação nesse indicador. Santa Catarina lidera, com 52,4%, seguida do Rio Grande do Sul, com 51,7%. O menor percentual foi registrado no Amapá, com 21%.

O índice de 2025 também é o menor da série histórica iniciada em 2019. Em relação a 2024, houve queda de 6,4 pontos percentuais, quando o índice era de 47,1%.

Entre os sexos, a dinâmica se inverte dependendo da análise. Em números absolutos, havia 112 mil estudantes ocupados no estado. Desse total, 58 mil eram mulheres e 54 mil homens.

Mas em proporção, os homens aparecem à frente: 42,2% dos estudantes do sexo masculino também trabalhavam, contra 39,5% das mulheres. O técnico do IBGE em Mato Grosso do Sul, Felipe Senna, explica que essa diferença reflete padrões de comportamento distintos entre os grupos. Segundo ele, “as mulheres tendem a permanecer estudando por mais tempo, enquanto os homens buscam inserção no mercado de trabalho com mais frequência”.

O levantamento também mostra que a maior parte dos jovens de 15 a 29 anos no estado está apenas no mercado de trabalho. São 42,7% nessa condição, o que coloca Mato Grosso do Sul na oitava posição entre os estados. Santa Catarina lidera novamente nesse recorte, com 50,4%. O Acre aparece com o menor índice, de 31,3%.

Já os jovens que apenas estudam representam 26% no estado, colocando Mato Grosso do Sul na 11ª menor proporção do país. O maior percentual está no Distrito Federal, com 32,7%, enquanto Santa Catarina registra o menor nível, com 19%.

Os dados ajudam a traçar um retrato da juventude sul-mato-grossense: menos jovens estão fora da escola e do trabalho, mas a maioria já precisou fazer uma escolha entre estudar e trabalhar.

Sobre o autor: Redação Central

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