Mato Grosso do Sul registrou em 2025 a quarta menor proporção do país de pessoas de 15 a 29 anos que não estudavam, não trabalhavam e não estavam em processos de qualificação. O índice foi de 13,5%, segundo dados do IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O resultado indica melhora em relação ao ano anterior, quando o percentual era de 14,8%. A tendência de queda vem desde 2019, quando o estado marcava 18,8%, mostrando uma redução gradual de jovens nessa condição.
Mesmo com avanço, o cenário ainda varia bastante entre os estados. O Acre aparece com a pior situação, com 29% dos jovens nessa condição, seguido por Alagoas, com 28,1%. Na outra ponta, os menores índices foram registrados em Santa Catarina, com 9,6%, e no Distrito Federal, com 12,4%. Mato Grosso do Sul aparece logo em seguida entre os melhores resultados.
A diferença entre homens e mulheres é significativa. Entre os homens de 15 a 29 anos, 9,1% não estudavam nem trabalhavam. Já entre as mulheres, o percentual mais que dobra e chega a 18,2%.
O recorte por cor ou raça também mostra desigualdade. Entre pessoas brancas, 15,6% estavam nessa condição. Entre pretos ou pardos, o índice foi de 13,5%.
Outro dado do levantamento mostra o nível de sobreposição entre estudo e trabalho. Em 2025, Mato Grosso do Sul tinha cerca de 275 mil estudantes com 15 anos ou mais. Desses, 40,7% também estavam ocupados no mercado de trabalho.
O estado ocupa a décima posição entre as unidades da federação nesse indicador. Santa Catarina lidera, com 52,4%, seguida do Rio Grande do Sul, com 51,7%. O menor percentual foi registrado no Amapá, com 21%.
O índice de 2025 também é o menor da série histórica iniciada em 2019. Em relação a 2024, houve queda de 6,4 pontos percentuais, quando o índice era de 47,1%.
Entre os sexos, a dinâmica se inverte dependendo da análise. Em números absolutos, havia 112 mil estudantes ocupados no estado. Desse total, 58 mil eram mulheres e 54 mil homens.
Mas em proporção, os homens aparecem à frente: 42,2% dos estudantes do sexo masculino também trabalhavam, contra 39,5% das mulheres. O técnico do IBGE em Mato Grosso do Sul, Felipe Senna, explica que essa diferença reflete padrões de comportamento distintos entre os grupos. Segundo ele, “as mulheres tendem a permanecer estudando por mais tempo, enquanto os homens buscam inserção no mercado de trabalho com mais frequência”.
O levantamento também mostra que a maior parte dos jovens de 15 a 29 anos no estado está apenas no mercado de trabalho. São 42,7% nessa condição, o que coloca Mato Grosso do Sul na oitava posição entre os estados. Santa Catarina lidera novamente nesse recorte, com 50,4%. O Acre aparece com o menor índice, de 31,3%.
Já os jovens que apenas estudam representam 26% no estado, colocando Mato Grosso do Sul na 11ª menor proporção do país. O maior percentual está no Distrito Federal, com 32,7%, enquanto Santa Catarina registra o menor nível, com 19%.
Os dados ajudam a traçar um retrato da juventude sul-mato-grossense: menos jovens estão fora da escola e do trabalho, mas a maioria já precisou fazer uma escolha entre estudar e trabalhar.
