13/05/2026
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Brazil soybean harvest up 26% despite drought in 640k hectares

Mato Grosso do Sul concluiu a colheita da safra 2025/2026 de soja com produção estimada em 17,759 milhões de toneladas, alta de 26,3% em relação ao ciclo anterior. O resultado foi registrado mesmo após a estiagem atingir mais de 640 mil hectares no sul do Estado.

Os dados constam no boletim divulgado nesta terça-feira (12) pela Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul). O documento também aponta cenário favorável para o milho segunda safra em grande parte das lavouras.

A soja ocupou área de 4,794 milhões de hectares nesta safra. O levantamento revisou a produtividade média estadual para 61,73 sacas por hectare após amostragem em 19,5% da área plantada, o equivalente a 937 mil hectares monitorados em 713 levantamentos de campo.

Segundo o assessor técnico da Aprosoja, Flavio Aguena, o ciclo apresentou comportamento diferente entre as regiões produtoras. “Tivemos um cenário bastante positivo no início da safra, mas os veranicos registrados entre janeiro e fevereiro afetaram principalmente a região sul do Estado. Ainda assim, áreas do norte e nordeste conseguiram sustentar produtividades elevadas e contribuíram para o resultado estadual”, afirmou.

O boletim aponta que, em dezembro de 2025, mais de 75% das lavouras apresentavam boas condições. A situação mudou no início deste ano, quando períodos prolongados sem chuva e temperaturas elevadas reduziram o potencial produtivo em municípios do sul do Estado. Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai aparecem entre os municípios mais impactados pela seca, com áreas atingidas por estiagens superiores a 20 dias consecutivos.

Apesar das perdas localizadas, o norte e o nordeste puxaram a média estadual para cima. Alcinópolis liderou o ranking de produtividade, com média de 85,06 sacas por hectare. Costa Rica apareceu em seguida, com 78,73 sacas, e Chapadão do Sul fechou com 76,75 sacas por hectare. Outros municípios acima da média estadual foram Brasilândia, Aral Moreira, Três Lagoas, Nova Alvorada do Sul, São Gabriel do Oeste e Ponta Porã. Já cidades como Itaquiraí, Juti, Figueirão e Santa Rita do Pardo registraram os menores índices de produtividade da safra.

A colheita começou com atraso de duas semanas em relação ao ciclo 2024/2025. As operações duraram 16 semanas e terminaram em 8 de maio. Aguena explicou que os números ainda podem sofrer ajustes. “O levantamento ainda está em fase de consolidação, porque depende da conclusão do estudo de Uso e Ocupação do Solo e das validações finais das amostras de produtividade”, disse.

O boletim também mostra que a produtividade superou a expectativa inicial da safra. A primeira projeção indicava média de 52,82 sacas por hectare e produção de 15,195 milhões de toneladas. Com a revisão, houve aumento de 16,9% na produtividade prevista e avanço de mais de 2,5 milhões de toneladas na estimativa total.

O plantio do milho segunda safra foi concluído na última semana de abril, após 16 semanas de operação. A cultura ocupa área estimada em 2,206 milhões de hectares no Estado. A expectativa atual aponta produtividade média de 84,2 sacas por hectare e produção de 11,139 milhões de toneladas. A projeção representa queda de 22,4% na produtividade e redução de 20,1% na produção em comparação ao ciclo anterior.

Conforme o levantamento, 72,2% das áreas de milho apresentam boas condições de desenvolvimento, 17,3% estão em situação regular e 10,5% aparecem em condição ruim. As melhores condições das lavouras concentram-se nas regiões norte, nordeste e oeste. No norte do Estado, municípios como Coxim, Pedro Gomes, Rio Negro e Rio Verde de Mato Grosso têm até 98% das lavouras em boas condições. Já no nordeste, Costa Rica e Chapadão do Sul mantêm índices acima de 80%.

A região centro concentra os maiores problemas nesta fase da segunda safra. Rio Brilhante possui apenas 50% das áreas classificadas como boas, enquanto Sidrolândia e Nova Alvorada do Sul registram 25% das lavouras em condição ruim. Na região sul, Glória de Dourados apresenta predominância de áreas regulares, enquanto Angélica, Deodápolis e Juti têm metade das plantações em boas condições.

Segundo Flavio, o comportamento climático nas próximas semanas será decisivo para o desempenho do milho. “O milho ainda atravessa fases importantes de desenvolvimento e segue dependente das condições climáticas. Existe atenção principalmente para riscos de estiagem e ocorrência de geadas em algumas regiões produtoras”, afirmou.

Sobre o autor: Redação Central

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