22/06/2026
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Brazil study shows home is most dangerous place for women at night

Brazil study shows home is most dangerous place for women at night

Dados do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) mostram que metade dos assassinatos de mulheres no estado ocorreu dentro de casa, à noite. O Mapa do Feminicídio 2026 indica que o maior risco para as mulheres está no ambiente doméstico e nas relações afetivas.

Entre janeiro e maio deste ano, os casos de feminicídio, consumados e tentados, aumentaram 23% em Mato Grosso do Sul na comparação com o mesmo período de 2025. O levantamento do MPMS aponta que 65,5% das mulheres assassinadas foram mortas pelos próprios companheiros ou cônjuges. Outros 15,3% tiveram como autores ex-companheiros ou ex-maridos.

Segundo o levantamento, 12 mulheres foram vítimas de feminicídio no estado até maio. As vítimas tinham entre 18 e 74 anos e foram mortas em diferentes regiões, como Bela Vista, Corumbá, Coxim, Três Lagoas, Ponta Porã, Anastácio, Paranhos, Selvíria, Campo Grande, Eldorado, Mundo Novo e Dourados.

Metade dos feminicídios aconteceu à noite, período em que vítimas e agressores normalmente estão juntos em casa. Outros 33,3% dos crimes ocorreram à tarde e 16,7% pela manhã. A residência compartilhada pelo casal foi o local de 50% dos assassinatos. As vias públicas responderam por 16,7% dos casos. Mais de 80% dos assassinatos foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros.

Armas e medidas protetivas

O Mapa do Feminicídio mostra que a arma branca continua sendo o instrumento mais utilizado. Facas e outros objetos cortantes foram empregados em 28 casos, o equivalente a 47% dos registros analisados. Na sequência aparecem atropelamento, armas de fogo e asfixia ou estrangulamento.

Outro dado que chama atenção é que mais de 80% das vítimas não possuíam medida protetiva de urgência em vigor quando foram assassinadas. O índice reforça um dos principais desafios enfrentados pela rede de proteção: fazer com que mulheres em situação de violência procurem ajuda antes que as agressões evoluam para o desfecho fatal.

Durante o lançamento da campanha “Você Merece um Amor Leve”, promovida pelo MPMS neste mês, integrantes da instituição destacaram que informação e conscientização continuam sendo ferramentas para romper ciclos de violência. A campanha alerta para sinais como controle excessivo, ameaças, humilhações e isolamento social, comportamentos frequentemente confundidos com demonstrações de afeto.

Em situações de emergência, mulheres podem acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou a Guarda Civil Metropolitana pelo 153. Também é possível buscar orientação na Ouvidoria do MPMS, pelo canal 127, ou procurar a Promotoria de Justiça mais próxima. A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima.

Sobre o autor: Redação Central

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