Nada de vuvuzela! Para torcer no segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo, o boiadeiro Júlio Teixeira escolheu um instrumento com essência pantaneira. Para mandar boas vibrações e comemorar os gols da Seleção, o som escolhido foi de um berrante.
Morador de uma fazenda em Amambai, Júlio veio até Campo Grande para assistir à partida e chamou atenção em um bar na Capital. Com camisa da Seleção, chapéu e bota de cowboy, ele carregava o tradicional instrumento e levou para a torcida um pouco da cultura pantaneira.
Apesar da animação em torno do jogo, Júlio admite que futebol não é exatamente sua paixão. Acostumado ao universo rural, ele diz que seu verdadeiro interesse está nas competições de laço comprido. “Eu gosto de laço, não gosto muito de jogo. Meu ramo é laço comprido”, contou.
Mesmo assim, aceitou o convite para sair da fazenda e acompanhar a partida na Capital. Segundo ele, a experiência foi diferente da rotina do interior. “Eu vim porque me convidaram para vir para a cidade. Lá no mato não pega TV”, explicou.
Durante a transmissão, o berrante virou atração entre os torcedores. O boiadeiro também comparou o ambiente da cidade com o da fazenda. Para ele, o interior oferece uma convivência mais tranquila. “Lá na fazenda é top. Um leva um porco, outro leva duas galinhas, outro leva outra coisa. Lá é muito melhor”, disse.
A reportagem é de Clayton Neves e Samuel Isidoro, publicada em 19 de junho de 2026. A matéria integra a editoria de Comportamento do Lado B, do Campo Grande News.
