O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (13), a inclusão de um teste genético para câncer de mama no SUS (Sistema Único de Saúde). O exame identifica mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, ligados à predisposição hereditária da doença.
A medida entrou em vigor por meio de portaria publicada no DOU (Diário Oficial da União) e prevê prazo de até 180 dias para que a rede pública passe a oferecer o procedimento em todo o País. Na rede particular, o exame custa entre R$ 1 mil e R$ 3 mil.
Conforme a pasta, o teste será destinado a mulheres já diagnosticadas com câncer de mama. O sequenciamento genético auxilia médicos na definição do tratamento mais adequado e também permite identificar riscos para familiares, já que as alterações podem ser herdadas.
Os genes BRCA1 e BRCA2 atuam na reparação de danos no DNA. Quando apresentam mutações, aumentam as chances de desenvolvimento de tumores. Segundo especialistas, mulheres portadoras dessas alterações podem ter risco entre 60% e 80% maior de desenvolver câncer de mama.
A incorporação da tecnologia ao SUS ocorreu após análise da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), órgão responsável por avaliar novos tratamentos e exames para a rede pública.
Além de orientar o tratamento, o resultado pode indicar medidas preventivas para familiares das pacientes. Entre as estratégias estão exames de imagem mais frequentes, acompanhamento médico contínuo e, em casos específicos, cirurgias preventivas.
O teste também ajuda na indicação de terapias específicas, como medicamentos que atuam sobre alterações genéticas relacionadas ao câncer. Alguns desses tratamentos já são usados em casos de câncer de ovário.
O exame ganhou notoriedade internacional em 2013, quando a atriz Angelina Jolie revelou ser portadora de uma mutação no gene BRCA1 e decidiu realizar uma mastectomia preventiva após um histórico de câncer na família.
