Pai, mãe e avó materna da bebê sequestrada em Campo Grande com 28 dias de vida e encontrada cinco dias depois no Paraguai voltaram à DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) na tarde desta quarta-feira (12). De acordo com o Campo Grande News, uma nova rodada de depoimentos foi marcada para “confirmar as versões” apresentadas durante a investigação.
O pai, de 21 anos, chegou à delegacia por volta das 12h25 em um carro da Polícia Civil. Ele estava no banco traseiro, sem algemas, e permaneceu cerca de quatro horas na unidade antes de ser liberado. A mãe da criança, uma adolescente de 17 anos, e a avó materna também compareceram novamente à especializada.
As novas oitivas acontecem depois de a recém-nascida ter sido localizada na madrugada de domingo (9) em uma casa em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A menina estava com Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa, que foram presos pelas autoridades paraguaias, expulsos do país e entregues à Polícia Federal.
A Polícia Civil ainda tenta esclarecer como a bebê saiu da companhia da mãe e chegou até o casal preso na fronteira. Desde o início da apuração, surgiram informações divergentes sobre o desaparecimento. Em uma das versões contadas pela mãe, ela teria sido atraída para uma residência após receber uma proposta de R$ 100 para cuidar de outra criança. A adolescente afirmou que foi rendida, amarrada e mantida em um banheiro, sendo libertada depois em uma região de mata próxima à UPA do Bairro Universitário, sem a filha.
Nas primeiras horas da investigação, outras informações chegaram à polícia e levantaram a hipótese de que a criança pudesse ter sido entregue por causa de uma dívida. A família negou essa versão. O pai chegou a ir à DEPCA na sexta-feira (7) para dizer que não faz parte de facção criminosa.
Com a criança localizada e os dois suspeitos presos, os investigadores seguem ouvindo os envolvidos para confrontar os depoimentos e reconstruir o caso. A bebê está em segurança e sob acolhimento da rede de proteção, em local mantido em sigilo. A decisão sobre com quem a criança ficará caberá à Vara da Infância e Juventude.
