12/08/2026
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Brazil Woman Says Kidnapper Targeted Her Kids Outside ER

Brazil Woman Says Kidnapper Targeted Her Kids Outside ER

Uma dona de casa de 26 anos afirmou ter sido abordada pela mesma mulher suspeita de sequestrar uma bebê de 28 dias em Campo Grande. O caso aconteceu cerca de 20 dias antes do crime, em frente à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário. Segundo ela, Suzilaine da Graça Costa insistiu para que a acompanhasse até uma casa próxima, com a desculpa de que teria roupas para doar.

A mãe, que preferiu não se identificar, contou ao Campo Grande News que estava com a filha de 3 anos e o filho de 8 anos quando foi abordada. Ela disse que reconheceu a suspeita depois de ver as notícias sobre a prisão pelo sequestro da recém-nascida em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A dona de casa relatou que a mulher a chamou várias vezes para buscar as roupas, mas ela recusou.

Mesmo com as recusas, a suspeita teria continuado insistindo. Em um momento, chegou a oferecer uma alternativa para convencer a mãe. “Se você quiser, eu ligo aqui para a minha amiga, ela vem pegar a gente aqui. Aí nós vamos lá e eu trago você de volta”, teria dito. A mãe afirmou que desconfiou da situação e recusou novamente. Na ocasião, a filha estava com febre alta e aguardava atendimento na unidade de saúde.

A suspeita também teria tentado se aproximar do filho de 8 anos. Segundo o relato, ela segurou a mão do menino por duas ou três vezes e fez convites para que ele a acompanhasse. A mãe retirou a mão do filho e não permitiu a aproximação. “Do nada, ela já falava com ele: ‘Ah, vamos ali com a tia comprar isso, comprar aquilo’. Aí eu falei: ‘Não, não vai, não. Eu não gosto de ninguém segurar na mão dele’”, contou.

A dona de casa afirmou que a mulher também conversou com outra mãe no local. Segundo ela, a desconhecida interrompeu a conversa e foi embora depois de ser chamada pela outra mulher. A abordagem aconteceu na região da UPA Universitário. A mãe disse que foi orientada a registrar a situação e tentar entrar na unidade com a suspeita para que as câmeras registrassem a presença das duas, mas a mulher se recusou a entrar no local.

Na época, a dona de casa não registrou boletim de ocorrência. Depois de reconhecer a suspeita nas notícias, tentou fazer a denúncia pela internet, mas não conseguiu concluir o procedimento por não saber usar a ferramenta. O companheiro dela também reconheceu Suzilaine, por uma marca no rosto. “Quando eu vi a postagem, falei com o pai dos meus filhos: ‘Você está lembrado da mulher?’. Ele falou que lembrava. Então eu falei: ‘Essa dita mulher é a mesma mulher que pediu para ficar com minha filha’”, contou.

Depois de saber do sequestro, a mãe disse que passou a ter medo de sair de casa e de deixar os filhos sozinhos. Ela afirmou que a situação mexeu com seu psicológico e reforçou o alerta para que pais tenham atenção com desconhecidos. “Quando eu conheci, por isso que eu liguei para o 190, porque pensei: ‘Meu Deus, que livramento que Deus me deu […] É por isso que eu falo, não deixe seu filho ser abordado por ninguém’”, disse.

Sequestro da bebê

Uma bebê de 28 dias foi separada da família no dia 7, em Campo Grande. Segundo o boletim de ocorrência, a mãe da criança conheceu uma mulher pela internet durante a gestação. A mulher teria se aproximado da adolescente com a promessa de fazer um ensaio fotográfico da bebê e depois ofereceu R$ 100 para que a jovem cuidasse de outra criança. A mãe da bebê e a irmã dela, de 13 anos, foram até uma casa ligada à mulher, no Bairro Universitário. As duas teriam sido amarradas e deixadas em uma área de mata, sem a bebê.

A Polícia Civil iniciou as buscas e, com apoio de equipes especializadas e forças de segurança da região de fronteira, Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa foram presos na madrugada de domingo, em uma casa em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A bebê estava com o casal. Após o resgate, a menina foi encaminhada ao Hospital Regional para avaliação médica. Nesta terça-feira (11), a bebê chegou a Campo Grande e está sob os cuidados do Conselho Tutelar. Ela está bem, sem sinais de maus-tratos, e sendo alimentada com fórmula. A criança permanecerá sob cuidados da rede de proteção enquanto a Justiça decide sobre a guarda.

Sobre o autor: Redação Central

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